Em 2016, o setor supermercadista brasileiro perdeu R$ 7,11 bilhões, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Se este montante fosse convertido em faturamento seria o suficiente para ocupar a quinta posição no ranking da Abras. Todo este valor poderia ter gerado novos investimentos e novos postos de trabalho, além de repasses ao consumidor em menores preços.

Ciente da importância de prevenir estas perdas, o setor supermercadista paranaense se reuniu no dia 21 de setembro em Fórum da Apras para discutir o tema e incentivar boas práticas no setor. O mediador do evento e coordenador do Comitê de Prevenção de Perdas – PR, Éder Motim destacou que mais do que desperdício de faturamento, as perdas representam um grande desperdício para a sociedade. “A Prevenção de Perdas tem um forte cunho social, pois em um cenário em que 1 terço do alimento produzido no planeta é desperdiçado, cada um precisa fazer a sua parte e os estabelecimentos comerciais estão muito engajados para reduzir as perdas e transformar este passivo em um ativo social”.

Além do ganho para toda a sociedade, prevenir as perdas também beneficia diretamente o meio ambiente. “Gerenciar perdas significa descartar menos produtos no lixo, mas isso exige que o supermercadista tenha um controle sobre todo o processo. Outro benefício é que a empresa se torne mais competitiva e proporcione oportunidade ao consumidor, com produtos mais baratos”, disse o presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), Carlos Eduardo Santos.

O presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, também falou sobre a importância da Prevenção de Perdas e destacou os ganhos sociais e econômicos com ela. “O dinheiro que não se perde pode ser investido em novas instalações e na capacitação de pessoas, por isso o setor deve se unir e pensar como um só para poder beneficiar toda a sociedade”, ressaltou.

Diversos palestrantes de renome nacional sobre o assunto participaram do evento, como o Presidente da Comissão de Prevenção de Perdas da SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, Carlos Eduardo Santos. Cases de sucesso de algumas empresas também foram apresentados, como da empresa Angeloni e Cassol.