O Natal é o responsável pelo maior pico de vendas do setor supermercadista, mas, apesar da alta natural de mais de 30% em relação a novembro, a Apras (Associação Paranaense de Supermercados) está confiante de que o crescimento real do mês de dezembro no Paraná seja 6% maior que o de 2018, já descontada a inflação anual de aproximadamente 2,5%. Segundo a Abras, o crescimento real do ano de 2019 deve ficar em 3%.

Os comerciantes curitibanos também estão otimistas. Segundo pesquisa realizada em novembro pelo Datacenso, Instituto parceiro da Apras, os comerciantes curitibanos esperam alavancar suas vendas em termos reais em aproximadamente 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado, corrigido pela inflação acumulada dos últimos 12 meses de 2,54%.

Este otimismo pode ser explicado por um conjunto de fatores, como a redução da inflação, a queda da taxa de desemprego, a liberação de saques do FGTS, o recebimento do décimo terceiro salário, além da proximidade com as festas de fim de ano, que aquecem naturalmente as vendas nesta época.

Segundo o presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, finalmente o setor supermercadista está otimista e mais confiante para realizar investimentos. “As vendas neste final de ano já devem sinalizar o ano que teremos em 2020. Caso as nossas expectativas de crescimento sejam atingidas, iniciaremos o ano com mais otimismo e prontos para realizar novos investimentos, o que vai gerar mais emprego e renda, o que vai ajudar o país a se recuperar economicamente”, afirma.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apresentou o melhor resultado registrado no mês de outubro desde 2011.

A variação mensal do indicador no Paraná teve alta de 0,8%, mas o grande destaque ocorre em relação a outubro do ano passado, com elevação de 17,5%.

Apesar da leve redução nas Condições Atuais do Empresário do Comércio (-0,3%) em relação a setembro, a avaliação do empresariado sobre a economia, setor comercial e situação atual da empresa é 37,3% superior à verificada em outubro de 2018.

O desempenho da economia no ano de 2019, segundo os comerciantes entrevistados pelo Datacenso, apresentou um resultado melhor que em 2018 e acreditam que 2020 será melhor que 2019, visto que os indicadores recentes da atividade econômica evidenciam, mesmo que de forma lenta, o início da recuperação da economia brasileira.

Segundo as estimativas da Pesquisa Focus, do Banco Central, haverá um crescimento do PIB de 1,10% em 2019, enquanto em 2020 a taxa esperada mais que dobra, com a previsão de 2,24%.

 

 

Bacen Focus hoje:

Divulgado nesta segunda-feira, 09, pelo Banco Central (BC), o boletim Focus, apontou divergências na projeção dos analistas do mercado financeiro para o desempenho da economia brasileira em 2019 e 2020.

Com isso, na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2019 avançou para 1,10%. Já para 2020, o prognóstico do PIB ficou em 2,24%.

Contudo, a aposta para a Taxa Selic em 2019 permaneceu em 4,50%, e para 2020, a taxa ficou em 4,50%.

A estimativa de inflação deste ano (IPCA) subiu para 3,84%. Já para 2020, a taxa registrou 3,60%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial neste ano ficou em -0,70%. Para o ano seguinte, a expectativa ficou em 2,20%.

A previsão para a taxa de câmbio em 2019 ficou em R$ 4,15. Para 2020 a taxa ficou em R$ 4,10.