Diante do início de uma recuperação econômica no País, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas no varejo em 2019 cresçam 5,2%. Desta forma, o otimismo se reflete ainda este ano: previsão de negócios no setor subirá para 4,5%.

Segundo a confederação, a conjuntura econômica tem-se revelado mais favorável do que no ano passado. “Este ano, o PIB deverá crescer 1,5%, enquanto em 2017 aumentou 1,0%. Para 2019 espera-se taxa maior, de +2,5%”, afirmou por meio de nota.

Além disso, a movimentação da economia deverá continuar nos próximos meses e influenciar positivamente a Intenção de Consumo das Famílias (ICF). “Diante de um cenário mais favorável, espera-se que as intenções de consumo continuem crescendo nos próximos meses, de maneira a refletir as expectativas do comportamento esperado para a economia”, registrou a associação por meio de comunicado à imprensa.

A ICF deste mês alcançou 87,6 pontos em novembro de 2018, registrando alta de 1,1% em relação ao mês passado. O levantamento de novembro da CNC mostra que o ICF foi puxado pelo crescimento dos componentes das perspectivas de consumo (+3,4%), compras a prazo (+1,2%), perspectiva profissional (+1,0%) e nível de consumo atual (+2,5%).

Para a confederação, o aumento deste último indicador pode estar relacionado às expectativas de acréscimo da renda com o recebimento do PIS e do 13º salário, a estabilidade de preços, a recuperação da economia e as compras para o Natal.

Na comparação com novembro de 2017, o índice aumentou 9,2%, com destaque para as percepções quanto ao nível de consumo atual (+23,9%). “As famílias se mostram mais satisfeitas. Ano passado predominava o número das que achavam que o nível de consumo seria menor (58,3%), e agora observamos que esse percentual caiu para 49,3%”, pontua, por meio de nota, o economista da CNC, Antonio Everton.

Fonte: DCI

 

> Paraná é o 3º que mais criou vagas de emprego neste ano, mostra Caged

Se o Brasil tem conseguido reagir na criação de empregos em 2018, com a abertura de 791 mil novas vagas de trabalho desde o início do ano, isso em grande medida se deve ao desempenho paranaense. Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho, o Paraná é o terceiro estado que mais criou novos postos, com saldo positivo de 61.556. 

O resultado positivo é fruto de um total de 987.041 admissões contra 925.475 desligamentos ao longo do ano. Apenas dois estados apresentaram resultados mais positivos que o Paraná: São Paulo, que criou 236.257 novas vagas (3,99 milhões de admissões contra 3,76 milhões de desligamentos) e Minas Gerais, com saldo positivo em 118.213 (1,52 milhão de contratações ante 1,4 milhão de demissões). 

Dos oito setores analisados, sete mais contrataram do que demitiram no ano. Os principais destaques são os setores de serviço, que criou 37.691 novos postos de trabalho desde o início do ano, a indústria de transformação, com saldo positivo em 12.482, e a construção civil e o comércio, com 5.041 e 5.476 novos postos, respectivamente. Por outro lado, o setor extrativo mineral foi o único que registrou queda, com o fechamento de sete vagas desde janeiro (de 1.261 para 1.254). 

Outubro
Considerando apenas o mês de outubro, o Paraná foi o quarto estado que mais criou vagas de emprego formal, com 6.937 (97.041 admissões e 90.104 desligamentos). Apenas São Paulo (13.088 novas vagas), Santa Catarina (9.743) e Rio Grande do Sul (9.319) apresentaram uma diferença mais positiva que o Paraná entre contratações e demissões no mês. Na comparação com o mês anterior, contudo, houve no estado uma desaceleração de 26,9% na criação de postos de trabalho (em setembro haviam sido criadas 9.487 novas vagas no estado). 

Essa desaceleração, entretanto, não foi exclusividade paranaense. Em todo o país, 57.733 postos formais de trabalho foram criados no último mês, número 24,6% inferior às 76.599 vagas abertas no mesmo mês do ano passado.