Por Andrea Köhler*

Relacionamento é um termo inerente ao ser humano e a tudo que está ao seu redor. A todo tempo precisamos nos esforçar para que nossas mensagens sejam enviadas e compreendidas da forma mais efetiva possível, para obter uma límpida comunicação e assegurar que o que queremos dizer está sendo recebido da maneira que desejamos. Quando falamos de empresas, a história se repete, já que, atualmente, entende-se a enorme importância de uma organização manter um perfil ativo de comunicação com seus consumidores.

Ao refletir durante os últimos tempos, debatendo o assunto em um recente bate-papo com outros gestores de marketing, percebi que ainda há muita dúvida quanto ao real papel do engajamento nas redes sociais: como um bom engajamento pode, de fato, ajudar uma organização a traçar estratégias e objetivos?

Hoje, na empresa em que atuo como diretora de marketing, o engajamento é uma das ferramentas de maior aproximação com os consumidores. Com base na escuta, por meio de redes sociais, por exemplo, é possível desenvolver ideias e projetos que nascem de dois dos pontos mais importantes do processo de comunicação: a percepção e a vontade do consumidor final.

O trabalho, na realidade, é atentar-se ao que é solicitado, e até mesmo entender o que não está explicitamente colocado, para converter tudo em ações, serviços e produtos que respondam às necessidades e aos anseios pertinentes ao negócio. E tudo isso deve acontecer por meio de um canal em que haja troca e conversa, com proposições de momentos de identificação entre marca e consumidor.

Ainda assim, além de reconhecer o engajamento como uma ferramenta com alto poder de diálogo, é preciso entender a melhor forma de trabalhar com ele. Ir além do óbvio e buscar as singularidades de cada organização, a fim de produzir conteúdos específicos de interesse para seus públicos. Uma programação própria e representativa para o posicionamento de uma marca é um fator que pode ajudar a organização a conquistar forte presença nas redes sociais.

Num mundo on-line, onde tudo vem e vai tão rápido, é essencial a presença de um time treinado para analisar, entre o que está em alta, o que melhor se encaixa como um caminho de geração de engajamento e interação com os consumidores. Não é apenas sobre seguir o fluxo das redes sociais, mas, sim, sobre entender esse fluxo e aplicá-lo em uma realidade específica. Assim surge, da interação com os consumidores, a possibilidade de mensurar o sucesso de determinadas escolhas.

Um ponto importante é que cada rede social demanda um tipo de interação. Cada uma tem um tipo de público, um tom que funciona melhor, um alcance diferente, e até mesmo tempos de resposta diferentes. Faz parte de uma boa estratégia de marketing digital, aprofundar os conhecimentos sobre cada uma em que se deseja estar, para que, no momento de pôr a mão na massa e produzir conteúdos, em busca de relacionamento com o cliente, tudo seja feito de maneira assertiva e direcionada a cada canal.

O início de tudo se dá quando a organização estabelece seus objetivos em gerar ou aumentar o engajamento. É fundamental entender o porquê da escolha para um determinado momento. Seja para estreitar relacionamentos, seja para aumentar as vendas ou estruturar uma imagem, por exemplo.

Essa troca com o consumidor é um caminho extremamente positivo para que uma marca consiga fixar, no cliente, seus pilares de comunicação. Engajamento é interação, e interação é a construção do relacionamento, que, como foi dito no início, é absolutamente essencial para todos nós.

*Andrea Köhler é diretora de Marketing da The Fini Company Brasil