Adobe mostra como a inteligência artificial acelera a maturidade digital e o crescimento do varejo no Brasil.
A NRF 2026 marca uma virada estrutural no varejo global. Dados, conteúdo e decisão agora operam de forma integrada, transformando jornadas complexas em experiências inteligentes e monetizáveis em tempo real. Em Nova York, o maior evento de varejo do mundo consolida a transição para a chamada experiência orientada por inteligência, na qual dados, conteúdo e decisão passam a funcionar de forma integrada, conectando estratégia, execução e monetização em tempo real ao longo de jornadas cada vez mais complexas de clientes. Nesse novo cenário, três movimentos dominaram a agenda do evento e ajudam a explicar como o varejo está redesenhando sua relação com o consumidor.
O primeiro é a adoção da IA agêntica na jornada do cliente. Marcas estão migrando de experiências baseadas em busca e navegação para modelos orientados por assistentes inteligentes, capazes de interpretar intenção, contexto e comportamento para agir em tempo real. A experiência deixa de ser reativa e passa a ser proativa, conversacional e contextual, com agentes inteligentes assumindo um papel central na relação entre marcas e consumidores.
O segundo movimento é a industrialização da criatividade. Empresas globais operam hoje verdadeiras fábricas de conteúdo, capazes de produzir, adaptar e ativar milhares de variações criativas em escala, com impacto direto na performance e na receita. Criatividade, antes limitada por tempo e custo, passa a ser tratada como um ativo estratégico escalável, impulsionado por IA generativa e automação.
O terceiro eixo é a convergência entre dados, decisão e experiência. Na prática, isso significa que cada interação com o consumidor se transforma em uma oportunidade mensurável de crescimento. Dados alimentam decisões em tempo real, que por sua vez personalizam experiências em escala, criando jornadas contínuas, fluidas e cada vez mais relevantes. Na NRF, a Adobe apresentou esse modelo de operação ao lado de empresas que já atuam nessa lógica, como Coca-Cola e Macy’s.
Segundo Camila Miranda, Head de Marketing Latam da Adobe, o evento evidencia uma mudança definitiva na forma de operar negócios. “A NRF 2026 deixa claro que entramos na era da inteligência operacional. Não se trata mais de usar IA de forma pontual, mas de operar negócios com IA no centro, conectando dados, conteúdo e decisão em tempo real para acelerar a monetização, eficiência e crescimento sustentável. O Brasil ser a segunda maior delegação do evento mostra que nossos líderes entendem que competir globalmente agora depende de dominar essa nova geração de plataformas de experiência”.
Mari Pinudo, Country Manager da Adobe no Brasil, destaca que esse movimento já tem impacto direto no varejo regional. “O que vemos na NRF é um ponto de virada para o varejo da América Latina. As mesmas plataformas e modelos de IA que estão sendo usados por empresas globais já estão disponíveis para nossos clientes na região. Isso acelera a capacidade dos varejistas latino-americanos de criar experiências mais relevantes, automatizar operações de marketing e crescer com muito mais previsibilidade”.
Para Stella Guillaumon, Head de Vendas da Adobe, o momento do Brasil torna o debate ainda mais estratégico. “Para o Brasil, a NRF 2026 é especialmente relevante. O país vive um momento de alta maturidade digital, com empresas operando omnichannel, dados em larga escala e experiências cada vez mais sofisticadas. Estar aqui com a Adobe permite que líderes brasileiros vejam, na prática, como transformar esse nível de complexidade em vantagem competitiva, crescimento e lealdade de clientes”.
Desafios e maturidade digital
O consumidor brasileiro já é profundamente digital. Muitas jornadas começam no online e se completam na loja física. O grande desafio, e ao mesmo tempo a maior oportunidade, está em garantir que essa experiência seja contínua, fluida e consistente entre todos os canais.
Hoje, o cliente quer ser reconhecido, quer contexto e espera o mesmo nível de qualidade, independentemente do ponto de contato. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas suporte e passa a ser parte central da experiência. Existe uma urgência clara por interações personalizadas, relevantes e em tempo real e o varejo da região já entende que isso não é mais opcional.
A NRF 2026 também sinaliza uma evolução importante no discurso sobre inteligência artificial. Se no ano passado o foco estava no potencial da tecnologia, agora o debate migra para a aplicação prática. As empresas que se destacaram foram aquelas que mostraram como a IA já está sendo usada no dia a dia para resolver problemas reais, acelerar decisões e escalar experiências por meio de agentes inteligentes e interações conversacionais.