Um olhar sobre a Black Friday | JValério

Um olhar sobre a Black Friday

23/09/2025

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*Por Fátima Merlin

 

Muitos clientes estão me perguntando:

Vale a pena para os supermercados – lojas físicas – investirem na BlackFriday?

 

Vou dividir minha resposta em três pontos para que você avalie a proporção do investimento pensando no varejo alimentar físico:

 

  1. Oportunidade real

✔️ Fluxo adicional: a Black Friday gera aumento de tráfego nas lojas, mesmo em supermercados, desde que haja ofertas relevantes, atrativas e com uma comunicação forte e direcionada.

✔️ Percepção de preço: é uma chance de mostrar competitividade, melhorar a imagem de marca e fortalecer o posicionamento junto ao shopper.

✔️ Complemento do calendário: novembro costuma ser um mês mais fraco em vendas alimentares (antes do Natal), e a Black Friday pode ajudar a ativar o consumo.

✔️ Expectativa para o evento: para o shopper a data tornou-se algo esperado. No último estudo que fizemos, mais de 48% dos consumidores (internet), afirma estarem abertos às compras no período, desde que com vantagens significativas.

 

  1. Riscos

✔️ Margens comprimidas: agressividade excessiva pode corroer resultado se não houver uma gestão efetiva de mix.

✔️ Comportamento de estoque: é comum ocorrer ruptura em itens de alto giro, prejudicando imagem e super estoques, aumentando quebras por avarias e vencimentos (cuidado).

✔️ Relevância menor no alimentar: ao contrário de eletrônicos e moda, no supermercado o ticket incremental é mais limitado. Fique atento!

 

  1. Proporção recomendada base estudos Connect Shopper

✔️  Investimento promocional:

~ 5% a 10% do orçamento anual de promoções é uma boa referência para a Black Friday em supermercados físicos. Isso garante relevância sem canibalizar o Natal ou comprometer margens.

 

✔️ Foco de ativação:

Missões de compra: destacar categorias de indulgência (chocolates, snacks, bebidas alcoólicas) e abastecimento (limpeza, cuidados pessoais).

 

Produtos âncora: 10–15 SKUs de alto apelo com preços realmente agressivos para gerar fluxo.

 

Combos e cross-selling: combos família, “leve 3 pague 2”, descontos vinculados ao app ou CRM.

 

Digital + loja física: reforçar a Black Friday no aplicativo e no CRM, criando ofertas personalizadas (recência, frequência, valor gasto) para converter o shopper no físico.

 

Vale a pena investir na Black Friday, mas como um reforço estratégico de imagem e tráfego, não como pilar central do resultado. Se bem planejada, a Black Friday pode funcionar como gancho promocional inteligente, trazendo fluxo incremental e fortalecendo o relacionamento com o cliente.

 

Mas, fique atento! Analise, planeje, execute e monitore!

 

*Por Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e especialista em varejo

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